<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2670991280761593587</id><updated>2011-07-07T20:32:41.548-03:00</updated><category term='igreja maradoniana'/><category term='sexo'/><category term='inocência'/><category term='internas'/><category term='maquiagem'/><category term='simplicidade'/><category term='kore-eda'/><category term='eric cantona'/><category term='arzebaijão'/><category term='juliete binoche'/><category term='psicanálise'/><category term='maradona'/><category term='Rússia'/><category term='gracindo junior'/><category term='united'/><category term='fútbol'/><category term='ariane porto'/><category term='lukas moodyson'/><category 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href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Diego Iwata Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02674977452179226599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4htaCCTlxfY/S_iVuDbUTSI/AAAAAAAAAO0/n6ApucKvajc/S220/Diego2.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>16</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2670991280761593587.post-6672241522079825571</id><published>2010-05-22T16:27:00.011-03:00</published><updated>2010-06-08T21:14:50.899-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Palmeiras Palestra Futebol Pai'/><title type='text'>Adeus, Palestra</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="BORDER-COLLAPSE: collapse"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'lucida grande';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;Tenho boa memória, mas não me lembro do meu primeiro jogo no Palestra Itália. Creio que tenha sido lá por 83, 84. Mário Sérgio comandava o Palmeiras. Acho que foi contra a Ferroviária de Araraquara. Fui a pé, com o meu pai. Eram poucos os momentos que eu tinha com meu pai, só a gente, quando eu era pequeno. Ele chegava tarde em casa, quase sempre bravo, como eram todos os pais da minha infância. Mas nos dias de jogos do Palmeiras, meu pai e eu éramos um time.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do meu último jogo, lembro bem, muito mais do que gostaria. Foi o último jogo do Diego Souza no Palmeiras. Foi o primeiro da eliminação na Copa do Brasil de 2010, contra o Atlético Goianiense. Ao menos vencemos - mas com um gol de pênalti, no último minuto, marcado pelo Cleiton Xavier.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que hoje, 22 de maio de 2010, no ano em que entro na casa dos 30, será o último jogo do Estádio Palestra Itália. Eu não tenho tanta certeza. Torço, honestamente, para que inventem um último amistoso, uma despedida honrosa. Porque hoje, não irei ao jogo. A chance de derrota frente ao Grêmio é grande demais, e não quero me despedir do nosso estádio com mais uma derrota - desejo que esse parágrafo seja veemente negado pelo jogo que acontecerá daqui a pouco, dado que escrevo esse texto às 15h30, três horas antes da partida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também não creio que será o último jogo porque tenho dúvidas sobre a construção da tal Arena Palestra Itália – se é que não haverá o nome de alguma marca no meio do nome do estádio, não que isso seja necessariamente ruim. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="BORDER-COLLAPSE: collapse"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'lucida grande';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;O biênio 2009/2010 não foi exatamente o que eu esperava para o Palmeiras. Aliás, creio que nenhum palmeirense esperava tantas decepções em tão pouco tempo. O presidente que era para ser um salvador faz uma administração ruim. A diretoria trabalha mal. Os atletas não parecem querer estar no clube – talvez porque não recebam em dia. E a oposição, nociva, se regozija a cada derrota de uma camisa que eles, como palmeirenses que se dizem, deveriam sempre querer ver vencendora, doa a quem doer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro do estádio quando ainda havia um espaço entre o setor “Reservado para Sócios” e as numeradas descobertas. Da época em que chegávamos ao estádio bem cedo, para não pegar filas, e só saíamos bem depois do fim do jogo, para evitar o “pêndulo” no meio da multidão, quando não é possível andar, apenas balançar o corpo de um lado para o outro, na tentativa mínima de locomoção, bem naquele trecho em que o jornalista Chico Lang, que nunca deve ter pisado no Palestra, tem até hoje sua sexualidade questionada pela torcida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Palestra, chorei pela primeira vez com futebol ao ver o Cuca, esse mesmo técnico de triste figura, outrora um meia raçudo e muito forte, marcar no gol do placar, pular as placas de publicidade e simular uma faixa de campeão. Eu já tinha 12 anos em 1992, e nunca tinha visto meu time ser campeão. Lembro também do dia em que o Leão foi expulso, talvez em 86 – mais um jogo que eu acho que foi contra a Ferroviária – e arrumar um dos maiores quebra-paus que eu já tinha visto. Lembro de um Palmeiras X Rio Branco, com meu tio-avô Mario Iwata, em um dia de tarde, quando uma tempestade impediu o jogo de terminar. Foram horas dentro do Palestra, esperando a inundação da Rua Turiaçú permitir nossa saída. A chuva também caiu pesada na reestréia do Evair, em 92. Batemos a maldita Inter de Limeiras por 1 a 0.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez, tive que pedir a um torcedor qualquer que fingisse ser meu pai, porque menores passaram a só entrar acompanhados a partir de 1995 no estádio, para ver um Palmeiras X Bragantino, por uma Taça Conmebol qualquer. Meu pai de verdade, inteligentemente, preferiu ver pela TV. Vi também o Romário acabar com a gente em 2000, naquele 3 X 4 de virada, um dos maiores jogos de futebol que já presenciei. E, claro, assisti a quase todos os jogos que fizemos pelas Libertadores de 94 para cá, inclusive o show de Alex no 3 X 0 contra o River Plate, em 1999, bem como o título nos pênaltis, semanas depois, contra o Deportivo Cali. Marcos correu para o lado das arquibancadas em que eu estava depois que o Zapata bateu aquele pênalti para fora. Muitos outros pênaltis defendidos e convertidos, bolas na trave, no ângulo, no cantinho e muito longe das metas, para alegria do José Silvério que mandava um sonoro “Essa foi láááááááá na piscina(m)!”, vez por outra, reaparecem na minha memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O último título que vi no Palestra foi o Paulista de 2008. O troféu foi entregue contra a Ponte Preta, mas a conquista veio mesmo naqueles 2 X 0 contra o São Paulo, aquele do gás de pimenta, no dia em que um gol do Valdívia fez com que a torcida, o Rogério Ceni e um transformador explodissem quase ao mesmo tempo após uma das dancinhas mais lindas e ridículas que já vi alguém fazer para comemorar um gol. Que bom, eu também estava lá.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="BORDER-COLLAPSE: collapse"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'lucida grande';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Creio ter assistido a mais de 200 jogos no Estádio Palestra Itália. Alguns no camarote do Renato Mauro "Boi", ao lado da Tribuna de honra da Federação Paulista de Futebol, e muitos nas arquibancadas, com o Fábio "22" Donatelli, o Fábio Fujita, o Fernão Ketelhuth, o Vicente Laganaro, o Nélson Sambrano, o Régis Cavinato, o Rafael Faro, o César “Paulo Nunes”, o Diógenes Menon, meu tio Luiz Costa, os amigos do meu pai, especialmente o Siro Casanova e o Roberto Faria, e tantos outros amigos que, injustamente, não irei citar. Até minha esposa Tatiana Malatesta eu fiz sentar naquele chão de cimento áspero, em um Palmeiras X Anapolina, pela Série B de 2003. Mas, certamente, a maior parte dos meus jogos no Palestra eu vi mesmo com o meu pai Wagner Cano Lima, que foi quem me ensinou a amar o Palmeiras, para qual até hoje, e cada vez mais, ele finge não dar a mínima. Pai, você não me engana. E, mais uma vez, muito obrigado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="BORDER-COLLAPSE: collapse"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'lucida grande';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Se de fato o Estádio Palestra Itália, o velho Parque Antarctica, for mesmo sair de cena para dar lugar a uma moderna arena, e se isso é o melhor para o Palmeiras, que assim seja. Mas que os dirigentes do clube, os da oposição também, saibam que junto com o entulho que vão jogar nas caçambas segue parte importante das vidas de milhões de palestrinos que também cresceram ali sentados, que tomaram chuva e frio, mataram as baratas que saiam da tubulação da arquibancada lateral, que torceram sem esperar nada em troca e que talvez tenham tido a sorte de, como eu, terem sido sócios do clube. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="BORDER-COLLAPSE: collapse"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'lucida grande';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Vá com Deus, vecchio Palestra. E que você encontre dias melhores quando reabrir ainda maior e mais imponente. Eu pretendo estar por aqui para te receber.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2670991280761593587-6672241522079825571?l=bonaserabonasera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonaserabonasera.blogspot.com/feeds/6672241522079825571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bonaserabonasera.blogspot.com/2010/05/adeus-palestra.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2670991280761593587/posts/default/6672241522079825571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2670991280761593587/posts/default/6672241522079825571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonaserabonasera.blogspot.com/2010/05/adeus-palestra.html' title='Adeus, Palestra'/><author><name>Diego Iwata Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02674977452179226599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4htaCCTlxfY/S_iVuDbUTSI/AAAAAAAAAO0/n6ApucKvajc/S220/Diego2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2670991280761593587.post-6884875678181285946</id><published>2009-11-06T02:55:00.010-02:00</published><updated>2009-11-06T21:31:48.843-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mostra'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='abbas kiarostami'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema iraniano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='juliete binoche'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='shirin'/><title type='text'>Filme: "Shirin" - Abbas e o cinema do não-cinema</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Relatos que já se tornaram lendários dão conta de que parte da platéia fugiu da primeira sessão de cinema da História. O desespero tomou conta dos espectadores quando a imagem de um trem "veio em direção ao público". Pelas mãos dos irmãos Lumiére, foi nesse dia, em que se viu pela primeira vez a ação retratada em uma tela, que nasceu o cinema. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com base nesses relatos, alguns podem julgar complicado classificar como cinema a proposta de Abbas Kiarostami em &lt;i&gt;Shirin &lt;/i&gt;(2009). Por outro lado, é também bastante difícil desprezar um filme, que mesmo sem mostrar nada mais do que rostos reagindo a uma história, consegue prender a atenção de uma platéia por cerca de 90 minutos, e atrair tantos outros espectadores que, mesmo curiosos, acabam desistindo pelo caminho. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Shirin &lt;/i&gt;é isso: uma platéia repleta de mulheres, captadas individualmente, em close, com alguns poucos homens, focalizados apenas em relances, assistindo a um suposto filme épico baseado na lenda da história de amor da princesa armênia Shirin e do príncipe persa Khosrow. As mulheres, todas atrizes iranianas, exceto por Juliette Binoche, reagem à história, emocionando-se com as partes mais tristes, assustando-se com as mais violentas. Vale um destaque para a beleza de algumas das atrizes, em sua maior parte, maquiadas com esmero. E é só isso que a platéia vê.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Kiarostami revelou posteriormente que as atrizes, na verdade, não estavam assistindo a nada. Assim como as platéias de &lt;i&gt;Shirin&lt;/i&gt;, as atrizes apenas ouvem a narração dramática do romance inconcluso da pobre princesa rica, enquanto efeitos especiais refletidos em seus rostos emulam os reflexos que cenas de verdade provocariam. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E o pior é que a história, escrita no século XII, é interessante. Então, ficamos ali, platéia, assistindo a uma platéia que está ouvindo uma telenovela em uma sala semi-escura. E tentando entender, pelas legendas apressadas, para dar conta de um rebuscado texto clássico em farsi, porque raios a princesa está no leito de morte do grande amor de sua vida - informação que é revelada logo no início do filme. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um dos mais celebrados diretores iranianos, Abbas Kiarostami, já há um tempo, vem tentando explorar e descobrir os limites do que chamamos de cinema. Primeiro, com &lt;i&gt;Ten &lt;/i&gt;(2002)&lt;i&gt;, &lt;/i&gt;ambientado totalmente em um carro, em Teerã. Depois, veio &lt;i&gt;Five&lt;/i&gt; (2003)&lt;i&gt;, &lt;/i&gt;que só mostra planos de paisagens, filmadas por tempos determinados e aleatórios, sem qualquer interferência. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estaria Kiarostami fazendo de seu filme alguma metáfora política? Estaria ele criticando algo? Seria &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Shirin &lt;/i&gt;um manifesto pela afirmação da importância da qualidade dos argumentos e roteiros, uma defesa do cinema como “contador de histórias”? Seria uma crítica ao cinema de efeitos especiais que toma de assalto as telas de todo o planeta?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;O que o iraniano está a procurar com esse exercício audiovisual, como bem definiu o jornalista Fábio Fujita (@fabiofujita) é difícil descobrir. Mas é certamente algo que não pode passar batido. Se por nada mais, ao menos pela cara de pau e o inusitado da proposta.&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2670991280761593587-6884875678181285946?l=bonaserabonasera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonaserabonasera.blogspot.com/feeds/6884875678181285946/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bonaserabonasera.blogspot.com/2009/11/relatos-que-ja-se-tornaram-lendarios.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2670991280761593587/posts/default/6884875678181285946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2670991280761593587/posts/default/6884875678181285946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonaserabonasera.blogspot.com/2009/11/relatos-que-ja-se-tornaram-lendarios.html' title='Filme: &quot;Shirin&quot; - Abbas e o cinema do não-cinema'/><author><name>Diego Iwata Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02674977452179226599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4htaCCTlxfY/S_iVuDbUTSI/AAAAAAAAAO0/n6ApucKvajc/S220/Diego2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2670991280761593587.post-3845963718863887875</id><published>2009-11-06T00:54:00.005-02:00</published><updated>2009-11-06T02:08:05.950-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mostra'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='li cunxin'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='kyle machlachan'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='chairma mao'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bruce beresford'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='china'/><title type='text'>Filme: "O último dançarino de Mao" - Só a dança salva (o filme)</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em mais de uma cena, os personagens norte-americanos de &lt;i&gt;O último dançarino de Mao&lt;/i&gt; (2009) criticam a falta de emoção das performances dos bailarinos chineses. Em sua avaliações faltaria aos orientais saber dar emoção à execução dos movimentos. Ironicamente, bastariam algumas pequenas adaptações, e esses diálogos poderiam ser totalmente aplicados às partes "não-dançadas" do filme do australiano Bruce Beresford (&lt;i&gt;Conduzindo Miss Daisy&lt;/i&gt;) sobre a história real do bailarino Li Cunxin. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O filme é baseado no livro de memórias do próprio Li, um filho de camponeses recrutado ainda muito criança pelo regime do "Chairman" Mao para o ballet nacional. Com uma rotina massacrante de treinamentos, o menino cresce dentro da academia. De início, Cunxin sofre muito para se adaptar. Sabemos, no entanto, que em um dado momento a maré virou, pois o filme inicia-se com sua chegada a Houston, Texas, em um programa de intercâmbio com o ballet local. Flashbacks, em uma montagem meio quadrada, se encarregam de explicar como. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O curioso é que mesmo baseado em uma história real, com direito a superação, romance, traição, política, famílias separadas e intrigas internacionais, o filme é insosso. A história de Li, clichês de perseverança orientais à parte, é muito bonita e cheia de reviravoltas. Mas os personagens parecem estar no automático, sem motivação. Parte dessa questão pode ser explicada pelo fato de Beresford ter recrutado bailarinos clássicos de verdade para papéis muito importantes do filme - Li entre eles, vivido por Chi Cao. O ganho nas lindas seqüências de dança é nítido. Mas basta a música parar para que a monotonia volte a reinar na tela. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com uma participação pequena, o sempre competente e esquisitão Kyle Machlachlan (do eterno &lt;i&gt;Twin Peaks&lt;/i&gt;), juntamente com Bruce Greenwood, bastante crível e no tom certo como o coordenador do Ballet de Houston, acaba dando uma esquentada na trama . Mas não o suficiente para que se tenha a clara sensação de que uma bela história real foi sub-utilizada. &lt;i&gt;O último dançarino de Mao &lt;/i&gt;é apenas correto, e só se salva porque os raros momentos de emoção do filme, durante as seqüências de peças clássicas de ballet, são realmente de cair o queixo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2670991280761593587-3845963718863887875?l=bonaserabonasera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonaserabonasera.blogspot.com/feeds/3845963718863887875/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bonaserabonasera.blogspot.com/2009/11/filme-o-ultimo-dancarino-de-mao-so.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2670991280761593587/posts/default/3845963718863887875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2670991280761593587/posts/default/3845963718863887875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonaserabonasera.blogspot.com/2009/11/filme-o-ultimo-dancarino-de-mao-so.html' title='Filme: &quot;O último dançarino de Mao&quot; - Só a dança salva (o filme)'/><author><name>Diego Iwata Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02674977452179226599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4htaCCTlxfY/S_iVuDbUTSI/AAAAAAAAAO0/n6ApucKvajc/S220/Diego2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2670991280761593587.post-3295878827780334992</id><published>2009-11-05T17:18:00.008-02:00</published><updated>2009-11-06T02:09:18.315-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mostra'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema alemão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='faith akin'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='soul kitchen'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='adam bousdokos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comédia de erros'/><title type='text'>Filme: "Soul Kitchen" - A Fábula do grego que levou dois leões de Veneza</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Há um agradável tom de fábula em &lt;i&gt;Soul Kitchen&lt;/i&gt;. Duplamente premiado no Festival de Veneza (Especial do Júri e Young Cinema Awards), o filme do alemão/turco Faith Akin, mais conhecido por seus trabalhos dramáticos é uma muita bem dirigida comédia de erros. &lt;i&gt;Soul Kitchen&lt;/i&gt;, leve, mostra a versatilidade do jovem diretor, que já saiu com estatuetas de Cannes e Berlim, entre outros. Excetuando sutis ressalvas, o roteiro é criativo e amarrado. O ritmo é acertado e a direção de arte, precisa. Sem falar do elenco. Na pele do alemão/grego Zino Kazantsakis, Adam Bousdokos vai da ironia sutil à comédia física sem fazer força. E, em meio a tantos bons elementos de um filme tão redondo, rouba a cena.  &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Zino é proprietário do restaurante com ambiente moderninho/alternativo que dá nome ao filme. Em um galpão no que parece ser um bairro industrial de Hamburgo em processo de migração para o residencial - algo como o Meatpackers District, de Nova York - o grego conseguiu juntar uma clientela cativa, a despeito de seu pouco inspirado cardápio calcado em creme de leite e congelados. Zino namora Nadine (Pheline Roggen), rica e com a aparência de uma top model, que está de mudança para Shangai - sem o namorado.  &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Responsável pela cozinha do Soul Kitchen, Zino lesiona as costas seriamente. Sem ter quem o substitua, acaba se encontrando ao acaso com o chef de alta gastronomia Shayn. Sem emprego, perspectiva e relativamente surtado, o chef aceita o emprego, mas não o cardápio do restaurante. Nesse meio-tempo, Ilias (Morits Bleibtreu), irmão de Zino, recebe o benefício do regime semi-aberto na cadeia em que está preso, e precisa de um trabalho. Nada mais conveniente do que pedir ajuda ao irmão, que quase já não tem problemas em dose suficiente. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Seguindo Zino pela verdadeira corrida de obstáculos que se tornou sua vida, &lt;i&gt;Soul Kitchen &lt;/i&gt;passeia por Hamburgo e pela vida de uma geração jovem semi-madura e alternativa, mostrando a cara de uma Alemanha menos sóbria. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com as reviravoltas características das comédias de erros, o filme de Akin é muito bom e divertido, a despeito de algumas soluções fáceis demais, redentoras na trajetória do personagem e, portanto, perdoáveis - acredite: você vai querer 'torcer' pelo protagonista. &lt;i&gt;Soul Kitchen é s&lt;/i&gt;imples, divertido e curto (99 minutos), como as fábulas devem ser. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2670991280761593587-3295878827780334992?l=bonaserabonasera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonaserabonasera.blogspot.com/feeds/3295878827780334992/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bonaserabonasera.blogspot.com/2009/11/filme-soul-kitchen-fabula-do-grego-que.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2670991280761593587/posts/default/3295878827780334992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2670991280761593587/posts/default/3295878827780334992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonaserabonasera.blogspot.com/2009/11/filme-soul-kitchen-fabula-do-grego-que.html' title='Filme: &quot;Soul Kitchen&quot; - A Fábula do grego que levou dois leões de Veneza'/><author><name>Diego Iwata Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02674977452179226599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4htaCCTlxfY/S_iVuDbUTSI/AAAAAAAAAO0/n6ApucKvajc/S220/Diego2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2670991280761593587.post-2097771267666189442</id><published>2009-11-02T18:14:00.009-02:00</published><updated>2009-11-03T01:28:07.151-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mostra'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Irã'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='negar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Habana Blues'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema iraniano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bahman ghobadi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ninguém sabe dos gatos persas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ashkan'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tempo de embebedar cavalos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='belle sebastian'/><title type='text'>Filme: "Ninguém sabe dos gatos persas" - Teerã Blues e a arte do filme triste</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Poucos realizadores são tão hábeis quanto Bahman Ghobadi na arte de fazer filmes tristes. Embora sua obra também traga momentos engraçados, que por vezes até beiram um desnecessário pastelão, o iraniano se mantém firme como inegável entusiasta da extração de lágrimas de suas platéias - e o faz sem muita sutileza. Sair incomodado de um de seus filmes, como os belíssimos &lt;i&gt;Tempo de embebedar cavalos &lt;/i&gt;(2000), &lt;i&gt;Exílio no Iraque&lt;/i&gt; (2002), &lt;i&gt;Tartarugas podem Voar&lt;/i&gt; (2004), ou até do menor &lt;i&gt;Meia-Lua&lt;/i&gt; (2006), é o procedimento padrão.  &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas essa não é sua única especialidade. Ghobadi tem manifesta preferência por trabalhar com elencos sem experiência, o que sempre confere aos seus filmes um característico tom naturalista - comum a outros bons cineastas de seu país. O iraniano, que também se destaca por emoldurar seu trabalho com a crítica sócio-política e procurar sempre inserir a música em seus roteiros, é figurinha fácil na Mostra de São Paulo. Quatro vezes premiado em Cannes, o diretor vem ao Brasil nesse ano com &lt;i&gt;Ninguém sabe dos gatos persas &lt;/i&gt;(2009), um legítimo Bahman Ghobadi. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Diferentemente da maior parte dos filmes do iraniano, &lt;i&gt;Ninguém sabe &lt;/i&gt;tem ambientação urbana, e conta a história de um jovem casal apaixonado pela música indie internacional, sufocado pelo regime e ansioso por deixar o Irã rumo a uma carreira artística na Europa&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O Irã é a república do não. Não se pode fazer música, cantar em inglês, deixar o País ou ter uma só mulher na banda sem a permissão do Ministério Islâmico, que regula a moral e os bons costumes com uma pesada mão conservadora. Mas, ao contrário do que gostam de acreditar os poderosos da terra de Ahmadinejad, a máquina estatal não é perfeita. E a especialidade do agitador cultural Nader, que mesmo participando dos momentos mais dramáticos da trama, é o seu alívio cômico, é burlar o sistema: seja baixando filmes, promovendo shows ou ajudando o jovem casal de protoganistas, Negar e Ashkan, a obter músicos acompanhantes, vistos e passaportes para fugir rumo à Europa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O filme acompanha a saga dos jovens e, ao longo do caminho, faz desfilar pela tela diversos tipos de manifestações culturais de uma impensável e eclética Teerã underground, que graças ao seu amplo leque de proibições, tem desde grupos tradicionais típicos e semi-folclóricos a bandas de Heavy Metal e rappers cantando em farsi. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Seguindo a forma que o consagrou, de mesclar momentos leves e densos à medida que a trama se desenrola, Ghobadi faz de &lt;i&gt;Ninguém sabe &lt;/i&gt;um musical dramático não-assumido, uma espécie de "Teerã Blues", em alusão ao filme de 2006, ambientado na capital de Cuba. Cada um dos grupos visitados pelos protagonistas aparece em performance - alguns até tocam sobre videoclipes um tanto primários para os padrões ocidentais. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E como todo filme de Bahman Ghobadi, &lt;i&gt;Ninguém sabe &lt;/i&gt;tarda, mas não falha. À medida que o filme se aproxima de seu desfecho, o tom mais leve vai dando lugar a uma sensação de sufocamento e angústia, eficientes, na medida do possível, na tarefa de preparar o espectador para o inesperado, abrupto e melodramático clímax. E ele vem, acreditem. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Ninguém sabe &lt;/i&gt;mostra um Ghobadi em forma, sem fugir de suas características, mas ousando experimentações. Além da evidente oportunidade de se poder enxergar o Irã além das vilas e montanhas empoeiradas, recorrentes na filmografia do país, o filme é envolvente e o roteiro, cumpridor na tarefa de criar empatia pelos personagens. Vale também um destaque para as composições interpretadas pelas bandas fictícias da trama, em especial para o duo dos protagonistas Negar e Ashkan, com uma sonoridade muito semelhante à dos os escoceses do &lt;i&gt;Belle &amp;amp; Sebastian.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2670991280761593587-2097771267666189442?l=bonaserabonasera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonaserabonasera.blogspot.com/feeds/2097771267666189442/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bonaserabonasera.blogspot.com/2009/11/filme-ninguem-sabe-dos-gatos-persas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2670991280761593587/posts/default/2097771267666189442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2670991280761593587/posts/default/2097771267666189442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonaserabonasera.blogspot.com/2009/11/filme-ninguem-sabe-dos-gatos-persas.html' title='Filme: &quot;Ninguém sabe dos gatos persas&quot; - Teerã Blues e a arte do filme triste'/><author><name>Diego Iwata Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02674977452179226599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4htaCCTlxfY/S_iVuDbUTSI/AAAAAAAAAO0/n6ApucKvajc/S220/Diego2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2670991280761593587.post-396886887098720537</id><published>2009-11-02T01:16:00.008-02:00</published><updated>2009-11-02T23:24:38.861-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mostra'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='luta-livre'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mau dia para pescar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jouko ahala'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gary piquer'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='uruguai'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='antonella costa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='álvaro brechner'/><title type='text'>Filme: "Mau dia para pescar"- Excelentes atuações são trunfo de divertido uruguaio</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Apoiado em 3 atuações primorosas, Álvaro Brechner estréia promissoramente na direção com &lt;i&gt;M&lt;/i&gt;&lt;i&gt;au dia para pescar &lt;/i&gt;(2009).  Antonella Costa (&lt;i&gt;Diários de Motocicleta, &lt;/i&gt;2005), o finlandês Jouko Ahala, bicampeão do concurso "World's Strongest Man", que trabalhou com Ridley Scott em &lt;i&gt;Cruzada&lt;/i&gt; (2005), e, principalmente, o escocês Gary Piquer, também co-roteirista do longa, garantem um caminho seguro para o diretor uruguaio. Se é verdade que ousa pouco na forma de seu filme, Brechner, além de sua talentosa trinca de atores, compensa esse relativo conservadorismo com um tom agridoce correto, um ritmo tão preciso quanto agradável e uma fotografia requintada.   &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na década de 60, o alegado 'Príncipe Orsini da República de Siena', (Piquer, seboso) é uma espécie de empresário do ex-campeão Mundial de Luta livre Jacob van Oppen (Ahala), alemão oriental 'resgatado das garras do comunismo'. Enquanto aguardam autorização da Federação Mundial para voltar aos ringues profissionais da Europa, Orsini e o já veterano van Oppen, asmático e revezando-se entre o tédio extremo e momentos de agitação e agressividade, partem em uma turnê por pequenas cidades da América Latina. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O plano é sempre o mesmo: Orsini chega à cidade e, por meio do jornal local e cartazes, desafia qualquer um a se manter por três minutos no ringue com o alemão. Quem conseguir sobreviver, leva mil dólares, uma fortuna na época. Ciente das limitações de van Oppen, Orsini sempre assegura que o desafiante não será páreo para o seu cambaleante, porém ainda gigantesco, campeão. Nem se, para tanto, precisar 'combinar' a luta, à revelia de van Oppen. A interpretação do finlandês é destacável. Embora seja a peça fundamental do esquema de Orsini, o lutador é servilmente obediente ao empresário, está sempre mal-humorado e aparentemente alheio à realidade. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em Santa Maria, no Uruguai, entretanto, um imprevisto acaba colocando van Oppen diante de um adversário fora do script. Percebendo que Orsini, com toda sua empáfia elegante de quatrocentão falido, é na verdade um picareta, a bela Adriana (Antonella), seduzida pelos mil dólares do prêmio, decide fazer com que seu namorado, conhecido pela singela alcunha de "El Turco Matador", aceite o desafio. Usando o mesmo expediente de Orsini, Adriana faz trabalho de RP e vai ao jornal local anunciar o aceite, colocando o Príncipe em situação delicada. Sem poder controlar o ímpeto de Adriana, mas também impossibilitado de recuar, Orsini, tentando não perder a pose, se percebe cercado - sensação que o diretor consegue transmitir com habilidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sem grandes pretensões reflexivas, mas com excelente e sutil humor, &lt;i&gt;Mau dia para pescar&lt;/i&gt; acaba também falando sério sobre questões como o preço da dignidade, o orgulho e a necessidade vital de se escolher as brigas certas - literal e metaforicamente. Fala também sobre auto-confiança e sobre quão potencialmente devastadora pode ser uma relção em que uma pessoa tenta decidir a vida alheia de acordo com a sua perspectiva, sem respeito às subjetividades. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Exibido em Cannes e selecionado entre os dez finalistas da Mostra Internacional de São Paulo (2009), &lt;i&gt;Mau Dia para pescar &lt;/i&gt;é forte candidato ao Troféu Bandeira Paulista, com um certo ar retrô, simplicidade e delicadamente latino. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2670991280761593587-396886887098720537?l=bonaserabonasera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonaserabonasera.blogspot.com/feeds/396886887098720537/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bonaserabonasera.blogspot.com/2009/11/filme-mau-dia-para-pescar-excelentes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2670991280761593587/posts/default/396886887098720537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2670991280761593587/posts/default/396886887098720537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonaserabonasera.blogspot.com/2009/11/filme-mau-dia-para-pescar-excelentes.html' title='Filme: &quot;Mau dia para pescar&quot;- Excelentes atuações são trunfo de divertido uruguaio'/><author><name>Diego Iwata Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02674977452179226599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4htaCCTlxfY/S_iVuDbUTSI/AAAAAAAAAO0/n6ApucKvajc/S220/Diego2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2670991280761593587.post-7664833465081353735</id><published>2009-11-01T18:07:00.013-02:00</published><updated>2009-11-02T19:49:20.827-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mostra'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='emir kusturica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fútbol'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gol do século'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='argentina'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='futebol'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mano de dios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='igreja maradoniana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='méxico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='copa do mundo de 1986'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='maradona'/><title type='text'>Filme: "Maradona" - A paixão de dios</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em dado momento do muito bom &lt;i&gt;Maradona (2008)&lt;/i&gt;, o ex-jogador olha para Emir Kusturica e afirma: eu sou um ator. Diego não se refere às filmagens de que participa sob a direção do bósnio. Tampouco faz essa declaração com gravidade, como se chegasse ali a uma descoberta, ou revelasse um grande segredo. Fala com a naturalidade de quem conhece bem o seu papel, de quem há muito tempo trabalha para dar conta de ser, na sua totalidade, tudo o que Diego Armando Maradona representa. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aos 10 anos, Maradona já sabia que ia ser Campeão Mundial de Futebol. Olhos de menino, feições muito mais suaves que aquelas que veio a ter quando adulto, mas com o mesmo cabelo desgrenhado, Maradona revela seu destino para a câmera de um programa de TV que o vai procurar em Vila Fiorito, periferia de Buenos Aires. Resignado, sem soberba ou leviandade. E como se soubesse que aquela imagem um dia poderia ser usada em algum filme sobre sua vida, Diego, reveza declarações com embaixadas com a cabeça, com as costas, coxas, calcanhares, ombros e os dois pés. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em 22 de junho de 1986, sob um sol intenso  na Cidade do México, aos seis do segundo tempo, Maradona salta em uma disputa com o goleiro inglês. Mas, como não alcança a bola com a cabeça,  o argentino levanta o braço esquerdo, semi-flexionado e, com a mão, empurra a bola para o gol. O juiz valida a jogada: Argentina 1 a 0. Três minutos depois, Maradona recebe novamente, ainda no seu campo defensivo. Tocando a bola sempre com la zurda, Diego arranca em alta velocidade. No caminho, dribla cinco, inclusive o goleiro, e toca para o gol vazio, decretando Argentina 2, Inglaterra 0, e, na sua lógica, como declara a Kusturica, vingando as mortes alvi-celestes da Guerra das Malvinas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O fato de seus dois gols mais famosos, &lt;i&gt;La mano de Dios (&lt;/i&gt;representando a malandragem e a amoralidade) e &lt;i&gt;El gol del siglo &lt;/i&gt;(o cúmulo da habilidade futebolística), terem acontecido no mesmo dia é apenas mais uma amostra de que Maradona não está no planeta a passeio. A partida de 22 de junho de 1986, pelas quartas de final da Copa do Mundo, não seria uma síntese melhor acabada da tragédia Maradoniana se tivesse sido escrita por William Shakespeare ou Jorge Luís Borges. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ao longo de pouco menos de duas horas, Kusturica conta esses e outros capítulos da história de Diego Maradona, sem a pretensão de esgotar o assunto, ou de realizar um testamento sobre quem foi o craque. Até porque, Maradona ainda é. Diferentemente do Pelé e do Édson, Diego é sempre a mesma persona, seja cheirando cocaína, apoiando Hugo Chávez, sendo perseguido, à lá Beatles, em Nápoles, ou reclamando do volume da televisão na casa dos pais, em uma tarde de domingo, durante um jogo qualquer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com uma direção segura e uma montagem bastante acertada, Kusturica vai construindo seu Maradona peça por peça, intercalando entrevistas próprias e imagens de arquivo. Os gols, exceto pelo &lt;i&gt;gol do século&lt;/i&gt;, que vai revelando em pedaços ao longo do filme, acompanhado de uma dispensável animação, não são contextualizados ou catalogados. Lances de Diego por todas as equipes que defendeu são mostrados aleatoriamente, entrecortados por cenas domésticas, fãs nas porta de hospitais, encontros com Fidel Castro e ritos da igreja Maradoniana - sim, existe. Levemente narcisista, mas com contexto, Kusturica também adiciona ao documentários cenas de seus outros filmes, quando compara as atitudes de seus personagens com as de Diego na vida real.  &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Contraditório, politicamente incorreto, milonguero e exagerado como só os argentinos conseguem ser, Maradona, como os grandes heróis da ficção, tem uma música-tema, composta pelo cordobês cantor de cúmbia Rodrigo, morto em um misterioso acidente automobilístico no ano 2000. E Diego a canta no filme, em um palco acanhado, esquecendo a letra, suando e passando para a primeira pessoa os versos da canção composta para ser cantada por outrem. Entre eles, aqueles que dizem que 'fue deseo de Dios crecer e sobrevivir'.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para seus fãs, especialmente os argentinos, Diego erra e acerta por determinismo, por ser o escolhido, por 'cargar una cruz en los ombros'. E essa posição, que Maradona não tem nenhuma vergonha em assumir, à luz de todos acontecimentos da vida do craque, está se tornando cada vez mais difícil de se contestar. Porque para cada tropeço, Maradona encontra uma nova maneira brilhante de, na mesma medida, se reerguer e 'ganar a cada paso, la vida', tornado-se cada vez mais deus aos olhos de quem o idolatra. Um deus à moda grega, ou romana, cheio de vícios e vontades, longe da perfeição, e por isso mesmo, tão sedutor, como atesta o apaixonado Kusturica.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tietando o craque de maneira explícita e até ingênua, mas sem deixar de comentar suas quedas, Kusturica, que aparece tocando guitarra em mais de uma cena, dirige um filme descontraído, de um fã que se diverte com seu ídolo. Como, por exemplo, quando leva Diego para Belgrado, com o pretexto de relembrar o gol que ele fez pelo Barcelona contra o Estrela Vermelha, na Recopa Européia de 1982. Ali, fica claro que o que o diretor está fazendo, na verdade, é nada mais do que realizar o sonho de todo menino: passar uma tarde brincando com seu herói. Tanto melhor se essa brincadeira puder se tornar um filme. Tanto melhor se esse filme for tão bom quanto &lt;i&gt;Maradona&lt;/i&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2670991280761593587-7664833465081353735?l=bonaserabonasera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonaserabonasera.blogspot.com/feeds/7664833465081353735/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bonaserabonasera.blogspot.com/2009/11/filme-maradona-el-dios-y-el-deseo-de.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2670991280761593587/posts/default/7664833465081353735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2670991280761593587/posts/default/7664833465081353735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonaserabonasera.blogspot.com/2009/11/filme-maradona-el-dios-y-el-deseo-de.html' title='Filme: &quot;Maradona&quot; - A paixão de dios'/><author><name>Diego Iwata Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02674977452179226599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4htaCCTlxfY/S_iVuDbUTSI/AAAAAAAAAO0/n6ApucKvajc/S220/Diego2.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2670991280761593587.post-5444837071842233402</id><published>2009-10-30T11:26:00.006-02:00</published><updated>2009-11-06T02:12:06.522-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mostra'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mata-mendigos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gracindo junior'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ney latorraca'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='josé de abreu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='maria alice vergueiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tapa na pantera'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='topografia de um desnudo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema nacional'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tereza aguiar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ariane porto'/><title type='text'>Filme: "Topografia de um Desnudo" - Protagonista sem pegada é problema de filme corajoso</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Topografia de um Desnudo (2009) &lt;/i&gt;é um caso bastante curioso. Pois mesmo contando com atores dos pesos de Lima Duarte, José de Abreu, Gracindo Júnior e Ney Latorraca em seus créditos, tem justamente na atuação seu maior defeito. Problema que se torna ainda mais difícil de se aceitar quando se sabe que a diretora Teresa Aguiar foi professora de interpretação pela Universidade de São Paulo (USP). &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O problema, no entanto, pode ser delimitado na atuação frouxa da protagonista Abel, vivida por Ariane Porto - que também produziu e roteirizou o longa, com base em peça do chileno Jorge Díaz. Sem pegada para ser o fio condutor da trama, Ariane é pouco convincente na pele da jornalista de colunas sociais que se depara, ao acaso, com um mendigo morto, o que a motiva a embarcar em uma investigação lone ranger pela verdade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Topografia &lt;/i&gt;tem como pano de fundo a "operação mata-mendigos", levada a cabo pelo hoje extinto Estado da Guanabara, no início da década de 60, sob a gestão Carlos Lacerda. Segundo relatos, o objetivo do governo era promover uma assepsia com vistas a arrumar a casa para visita da Rainha da Inglaterra à cidade do Rio de Janeiro. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Filmado no nascente pólo cinematográfico de Paulínia, no interior de São Paulo, &lt;i&gt;Topografia &lt;/i&gt;é honesto e bem-intencionado. Mas além das atuações de Ariane, traz outros defeitos. Um deles está na própria cidade, que também não tem pegada para se fazer passar pela Cidade Maravilhosa nas cenas externas - o Rio só aparece no filme em cenas de arquivo e externas sem participação dos atores - obstáculo que a cuidadosa direção de arte não foi capaz de driblar. A até bem cuidada fotografia digital acaba por ressaltar esse defeito, que talvez pudesse ter sido atenuado em película.  &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Algumas marcas de passagem, como a reiterada exibição de uma cena com rotativas de uma gráfica, que sempre precede a exibição de uma notícia de jornal na trama, também seriam perfeitamente dispensáveis, tal qual a equivocada trilha sonora incidental.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas &lt;i&gt;Topografia de um Desnudo &lt;/i&gt;também tém méritos. Além dos já citados atores, o filme conta com uma participação da excelente Maria Alice Vergueiro, que para quem não conhece é aquela tiazinha maconheira do curta &lt;i&gt;Tapa na Pantera&lt;/i&gt; (2006), de Esmir Filho. O belo trabalho de figurinos, bem como algumas seqüências de realismo fantástico, também trabalham em prol do corajoso filme, que se não é memorável, também não pode ser chamado de esquecível - especialmente por sua temática intocavelmente atual em vésperas de realização de Copa do Mundo e Jogos Olímpicos no Brasil. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2670991280761593587-5444837071842233402?l=bonaserabonasera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonaserabonasera.blogspot.com/feeds/5444837071842233402/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bonaserabonasera.blogspot.com/2009/10/filme-topografia-de-um-desnudo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2670991280761593587/posts/default/5444837071842233402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2670991280761593587/posts/default/5444837071842233402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonaserabonasera.blogspot.com/2009/10/filme-topografia-de-um-desnudo.html' title='Filme: &quot;Topografia de um Desnudo&quot; - Protagonista sem pegada é problema de filme corajoso'/><author><name>Diego Iwata Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02674977452179226599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4htaCCTlxfY/S_iVuDbUTSI/AAAAAAAAAO0/n6ApucKvajc/S220/Diego2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2670991280761593587.post-6159696411530442550</id><published>2009-10-29T23:27:00.004-02:00</published><updated>2009-10-30T02:47:00.341-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mostra'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Irã'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='arzebaijão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Máfia Russa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Elcin Musaoglu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='40ª porta'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rússia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='40-ci capi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='beleza'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='40th door'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inocência'/><title type='text'>Filme: "A 40ª Porta" - Quando uma cena vale um filme</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um conto de fadas azeri (ou arzebaijano) conta a história de uma linda princesa aprisionada em um castelo com mais de 40 portas. Ao longo dos anos, vários tentaram, mas nenhum dos nobres cavaleiros que partiram para seu resgate, obteve sucesso. Desse modo, só se pode concluir que a princesa está por trás da última dessas portas, a 40ª. É desse conto que os pobres moradores de um vilarejo na cidade Baku, no Afeganistão, emprestaram o nome para o local onde moram. E foi com esse nome que o estreante diretor Elcin Musaoglu decidiu batizar seu filme de estréia.  &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Realizado com recursos obtidos por meio de um concurso, &lt;i&gt;A 40ª porta &lt;/i&gt;(40-ci capi, 2009), é um filme ingênuo, quase primário, tanto no seu tema quanto nos seus roteiro esquemático e atuações canhestras. Mas tal como os filmes feitos por seus quase-vizinhos do Irã, com cuja estética o filme azeri divide várias semelhanças, &lt;i&gt;A 40ª porta &lt;/i&gt;tem uma poesia suave, que se revela aos poucos (devagar-quase-parando, para ser mais preciso), até seu desfecho.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Após o assassinato de seu pai por membros da máfia russa, em Moscou, o garoto Rustam, de 14 anos, decide assumir a condição de homem da casa, a fim de evitar que sua mãe tenha que trabalhar fora - vergonha absoluta para o nome de seu falecido pai. Para tanto, contra a vontade da mãe, Rustam decide abandonar a escola e passa a lavar carros estacionados na rua em troca de gorjetas (em um passe de mágica, todos os flanelinhas de São Paulo me parecem muito menos invasivos). &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em sua nova profissão, Rustam logo encontra problemas com os "donos da rua", para quem tem que pagar uma porcentagem de seus ganhos se quiser continuar trabalhando. Ao se recusar, o garoto compra uma briga que vai lhe perseguir até o final do filme. Desiludido, Rustam então se aproxima de um malandro local, impecavelmente vestido em um terno bege claríssimo, que vive de pequenos furtos e esquemas excusos, interpretado de maneira classicamente canastra pelo próprio diretor do filme. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Relutante em entrar de vez para a ilegalidade, mas certo de que não quer ver a mãe trabalhar, tampouco ter de vender o raro tapete que tem em casa, única herança deixada pelo pai, Rustam começa a viver cada vez mais unicamente da esperança de que seu tio, que trabalha na Marinha Russa, irá entrar em contato para lhes enviar dinheiro. Para piorar, o garoto ainda acha tempo para um repentino interesse em se tornar músico que, motivação pouca é bobagem, começa a fazer com que passe a cobiçar um tambor exposto em uma vitrine. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mesmo com seus problemas, &lt;i&gt;A 40ª porta&lt;/i&gt; é um rico objeto de observação sócio-política e cultural sobre o Arzebaijão, constituindo mais um feliz registro da sobrevivência do cinema como tentativa mínima de manifestação artística em realidades tão distantes do modelo ocidental.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E como na história infantil cujo nome adota, o filme esconde sua recompensa na última de suas portas. Pela curiosidade, e por essa última e redentora cena, que de tão inocente, se torna linda, o filme vale seu ingresso. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2670991280761593587-6159696411530442550?l=bonaserabonasera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonaserabonasera.blogspot.com/feeds/6159696411530442550/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bonaserabonasera.blogspot.com/2009/10/filme-40-porta-quando-uma-cena-vale-um.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2670991280761593587/posts/default/6159696411530442550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2670991280761593587/posts/default/6159696411530442550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonaserabonasera.blogspot.com/2009/10/filme-40-porta-quando-uma-cena-vale-um.html' title='Filme: &quot;A 40ª Porta&quot; - Quando uma cena vale um filme'/><author><name>Diego Iwata Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02674977452179226599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4htaCCTlxfY/S_iVuDbUTSI/AAAAAAAAAO0/n6ApucKvajc/S220/Diego2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2670991280761593587.post-6261595224627116154</id><published>2009-10-29T16:40:00.009-02:00</published><updated>2009-10-29T18:54:33.765-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='freud'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gael garcia bernal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicanálise'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sueco'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tilsammans'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='suécia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filme'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mostra'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desejo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mammoth'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='michelle williams'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lukas moodyson'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bem-vindo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='corações em conflito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filho'/><title type='text'>Filme: "Corações em Conflito": Menor e Maior</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Evocar o blockbuster &lt;i&gt;Babel &lt;/i&gt;(2006), de Alejandro Gonzales Iñarritu, é inevitável quando se assiste a &lt;i&gt;Corações em Conflito &lt;/i&gt;(2009), do sueco Lukas Moodysson. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas a comparação não é a mais acertada. Pois embora ambos confrontem culturas estrangeiras e usem diálogos em vários idiomas, além de trabalhar com a já batida concepção de aldeia global, &lt;i&gt;Corações &lt;/i&gt;encontra na própria obra de Iñarritu um irmão menos grandiloqüente, com quem se parece muito mais. Trata-se de &lt;i&gt;Amores Brutos &lt;/i&gt;(2005)&lt;i&gt;. &lt;/i&gt;Assim como no filme que Iñarritu dirigiu há quatro anos, &lt;i&gt;Corações&lt;/i&gt; tem como segredo um elenco muito bom e homogêneo, que aliado a uma direção firme e a um bom ritmo, resulta em um filme quase sempre sólido.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cabe, já de início, um destaque negativo para o vago e nada inspirado título que o filme recebeu em português. Batizado originalmente como Mammoth, o animal pré-histórico, o filme certamente perde parte de sua essência e falha na tentativa de alcançar uma pretendida vantagem comercial para o mercado brasileiro. Ao contrário, o título em português infelizmente arrisca lançar o filme a uma vala comum, como mais do mesmo, o que certamente não é.   &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Gael Garcia Bernal, em um tom bastante acertado, vive Leo Vidales, inventor de uma rede social que o acaba transformando em uma espécie de hyuppie (mistura de hippie com yuppie) involuntário. Leo é casado com a cirurgiã Ellen (Michelle Willians, ótima) e pai da encantadora Jackie (a talentosa menina Sophye Nyweide). Morando em um estúdio no SoHo, em Nova York, Leo e Ellen, contam com a ajuda da governanta filipina Glória, a quem Jackie, até por força das circunstâncias, torna-se crescentemente apegada. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Glória, mão solteira, está nos Estados Unidos levantando fundos para a construção de uma casa em seu país de origem. Para trás, com sua mãe, Glória deixou os filhos Salvador, também conhecido como Badong, de dez anos, e Manuel, de 7. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Leo toca seus negócios com a ajuda do executivo Bob (Thomas McCArthy), que assume a frente comercial da companhia para que o genial, porém de certo modo infantilizado Leo, possa continuar se divertindo com seu trabalho. E é na companhia de Bob que Leo parte para a Tailândia, a fim de fechar um contrato que, consumado, vai permitir que não apenas as próximas dez, mas sim as próximas 35 gerações de sua família, vivam sem sequer imaginar o que é não ter dinheiro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Enquanto Leo parte para a Ásia, onde só então se depara com uma necessidade enorme de ser menos para ser mais, Ellen, num movimento (simploriamente) compensatório, por sentir-se distante da filha, acaba deixando a vida de um paciente se misturar demais à sua, erro que qualquer espectador de série médica, de &lt;i&gt;ER&lt;/i&gt; a &lt;i&gt;House&lt;/i&gt;, passando por &lt;i&gt;Scrubs&lt;/i&gt;, reconhece como potencialmente devastador. E Glória, sob apelos de seu filho mais velho, empaca na decisão de retornar ou não às Filipinas, mesmo sem concluir seu objetivo do lado de cá do globo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com uma temática quase psicanalítica, &lt;i&gt;Corações em Conflito&lt;/i&gt; trabalha com a questão do desejo versus a necessidade, e de como a não realização dos desejos - Freud sorri em seu túmulo -, tanto no sentido de concretude, quanto no de percepção, pode levar a atitudes extremadas e, aparentemente, pouco explicáveis. Os personagens de &lt;i&gt;Corações &lt;/i&gt;parecem sempre cair num sistema triangular que os guia sobre cada um dos seus três vértices complementares e confrontantes:1. O certo X  O desejo; 2. O desejo X O necessário; e 3. O necessário X O certo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Relembrando pouco o diretor do muito independente &lt;i&gt;Bem-Vindos&lt;/i&gt;, de 2000, Moodysson faz um bom filme que, assim como Léo, entretanto, parece se ressentir de ter ficado tão grandioso e permissivo com algum pseudo-moralismo e lugares-comuns. E que por isso, calcado nas suas grandes atuações - também as secundárias, com destaque para a linda tailandesa Run Srinikorchnot, como Cookie - resiste bravamente. Às vezes, consegue. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Indicado ao Urso de Ouro em Berlim, &lt;i&gt;Corações em Conflito &lt;/i&gt;certamente fará muito bem a uma evolução comercial da carreira de Moodysson, se ele assim quiser e julgar adequado. Mas será que precisa? &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2670991280761593587-6261595224627116154?l=bonaserabonasera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonaserabonasera.blogspot.com/feeds/6261595224627116154/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bonaserabonasera.blogspot.com/2009/10/filme-coracoes-em-conflito-menor-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2670991280761593587/posts/default/6261595224627116154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2670991280761593587/posts/default/6261595224627116154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonaserabonasera.blogspot.com/2009/10/filme-coracoes-em-conflito-menor-e.html' title='Filme: &quot;Corações em Conflito&quot;: Menor e Maior'/><author><name>Diego Iwata Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02674977452179226599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4htaCCTlxfY/S_iVuDbUTSI/AAAAAAAAAO0/n6ApucKvajc/S220/Diego2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2670991280761593587.post-2607314458207389929</id><published>2009-10-27T10:49:00.004-02:00</published><updated>2009-10-27T12:35:36.142-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='streaming'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hezbollah'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='terra santa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='judaísmo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='netmovies'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='guerra santa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='kalandia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='the auters'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='palestina'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mostra'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='israel'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='absurdo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='islamismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='islã'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='neta efrony'/><title type='text'>Filme: "Kalandia" - A partir de hoje, é proibido cruzar livremente a Faria Lima para Pinheiros</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em 2010, devido a uma ameaça de bomba interceptada pela Polícia Militar, o governador José Serra e o presidente Lula da Silva decidem, em caráter irrevogável, estabelecer uma fronteira na Av. Europa/Cidade Jardim, separando os bairros paulistanos Itaim-Bibi, Vila Olímpia, Vila Nova Conceição, e tudo que vier depois e ao lado, dos bairros de Pinheiros, Perdizes, Sumaré, e adjacências.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Seguindo pela Av. Europa, a fronteira, inicialmente improvisada com arames e sacos de areia, vai se tornando muro, com um setor para travessia, com catracas e soldados do exército, na altura da Avenida Faria Lima. A fronteira sobe a rua Colômbia, a Augusta, passa à porta do Espaço Unibanco, segue até o centrão e termina ali no Hotel Cambridge, aos pés do Edifício Joelma, entre Vale do Anhangabaú e Nove de Julho. Ali está o outro ponto de travessia, com catracas e soldados do exército. Não há como dar a volta. Nos locais onde ainda não há muro, bloqueios do exército, com tanques e metralhadoras, impedem o trânsito. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Só passam de um lado para o outro, livremente, descendentes de portugueses de 1ª geração portando passaporte da comunidade européia que comprove o parentesco. Todos os demais precisam aguardar na fila, pelo tempo que levar. Também apenas os descendentes de portugueses de 1ª geração podem atravessar de carro. Os demais atravessam a pé, aconteça o que acontecer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em média, o processo de travessia leva cerca de 3 horas, em um dia tranqüilo. Em feriados e datas comemorativas, como o Dia das Mães, por exemplo, pode-se aguardar até cinco horas na fila, ou até mesmo não se conseguir cruzar, devido ao excesso de pessoas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A iniciativa brasileira não é questionada pela Organização dos Estados Americanos, pela ONU ou pelos Estados Unidos, que até enviaram tropas para auxiliar o processo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Corte rápido para Israel/Palestina. Criado em 2001, o checkpoint de Kalandia, separa Ramallah e a parte oriental de Jerusalém, em termos muito práticos, dois nomes para a mesma região. De diferente com a absurda situação fictícia envolvendo São Paulo, troque-se portugueses por israelenses, e some anos de ódio, baseados na religião, e uma Guerra ininterrupta e constante. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Trabalhando em um grupo de Vigilantes contra atrocidades ainda maiores na travessia de Kalandia desde 2001, a israelense Neta Efrony retratou, diariamente, a vida de pessoas que, de um dia para o outro, simplesmente não podiam mais ir para a escola, a casa de seus pais, um hospital ou visitar sua noiva(o) sem dar explicações ao exército israelense e atravessar uma absurda fronteira.  &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Do filme, tecnicamente, não há muito para se falar. &lt;i&gt;Kalandia&lt;/i&gt; (2008) é pouco mais que uma colagem de imagens captadas ao longo de todos esses anos, mostrando tanto a 'evolução' do checkpoint, quanto do ódio e das animosidades semeadas e amplificadas diariamente por uma arbitrariedade patrocinada pelas nações mais ricas do mundo e perpetrada pelo "povo do livro". Uma narração em off, algum áudio direto captado pela câmera amadora usada pela cineasta e cartelas em preto com datas em branco, além dos créditos finais sob o som de um Salmo musicado, são os únicos acompanhamentos para imagens, que falam sozinhas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Em uma das cenas mais marcantes do filme, um dos entrevistados pela diretora chega a dizer que está pronto para largar sua profissão para trabalhar para o Hezbollah, por não mais suportar a humilhação diária de ser tratado pior do que gado para poder andar pela cidade em que mora com seus seis filhos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É preciso entender que se trata de uma guerra, dirão os defensores da atitude de Israel. O que é realmente preciso entender é que estamos falando de pessoas que tiveram suas vidas tomadas e destruídas, sob a justificativa de que Israel luta, em nome de Deus, para ter sua terra de volta. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que terra? Aquela que irá cobrir os seus caixões?  &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Kalandia&lt;/i&gt; é um filme que precisava ser feito - e que precisa ser visto. Em tempo: no monólogo final, a diretora israelense informa que se converteu ao Budismo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;(Nota: Assisti ao filme pelo sistema de streaming oficial da Mostra, em The Auters (www.theauters.com). Tirando alguns poucos travamentos, uma experiência muito boa. Alternativa excelente para quem não quer perder a mostra, nem nos dias de tempestade em São Paulo, como a que travou a cidade nessa segunda-feira, 26 de outubro. Falando em streaming, vale destacar a brasileira NetMovies (www.netmovies.com.br) que também disponibiliza streaming de filmes, entre eles clássicos de Truffaut, Buñuel e Hitchcock. Vale conferir. )&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2670991280761593587-2607314458207389929?l=bonaserabonasera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonaserabonasera.blogspot.com/feeds/2607314458207389929/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bonaserabonasera.blogspot.com/2009/10/filme-kalandia-partir-de-hoje-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2670991280761593587/posts/default/2607314458207389929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2670991280761593587/posts/default/2607314458207389929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonaserabonasera.blogspot.com/2009/10/filme-kalandia-partir-de-hoje-e.html' title='Filme: &quot;Kalandia&quot; - A partir de hoje, é proibido cruzar livremente a Faria Lima para Pinheiros'/><author><name>Diego Iwata Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02674977452179226599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4htaCCTlxfY/S_iVuDbUTSI/AAAAAAAAAO0/n6ApucKvajc/S220/Diego2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2670991280761593587.post-3976302449906097190</id><published>2009-10-26T13:58:00.009-02:00</published><updated>2009-10-26T19:45:00.848-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mostra'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='zumbi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='maquiagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='marc price'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Danny Boyle'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='baixo orçamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='movimento de cÂmera'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='70 dólares'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='colin'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filme'/><title type='text'>Filme: "Colin" - Zumbis em um filme de US$ 70 - que poderia ter sido ainda mais barato</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A lenda que circula é que &lt;i&gt;Colin &lt;/i&gt;(2008) foi feito com o irrisório orçamento de US$ 70, ou cerca de R$ 120, give or take, pela cotação média dos últimos dias. Ou seja, se for exibido na sala premium do Cinemark do Shopping Cidade Jardim, Colin começa a dar lucro local a partir do terceiro ingresso. E, acreditem, o filme poderia ter sido até mais barato. Apesar do baixo custo, &lt;i&gt;Colin&lt;/i&gt;, que merece sim ser visto, tem problemas de gente grande - por razões mais prosaicas, imagino.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Simplificando ao máximo, tudo que um filme de zumbis precisa é de um núcleo de mortos-vivos e um núcleo de resistência. No mais, dá-lhe correria, gente mancando (por que, hein?) maquiagem, ketchup, gritos e grunhidos estridentes. Aliás, de um tempo para cá, todo zumbi que se preze consegue se mover na velocidade do Flash, além de dar grunhidos semelhantes aos que as cobras venenosas emitem quando exibem as presas e preparam o bote. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em &lt;i&gt;Colin &lt;/i&gt;estão presentes quase todos os clichês do gênero, o que não é necessariamente ruim, no caso. Quem entrar em uma sala de um filme desse tipo esperando um primor artístico está certamente mal-informado. Um filme de zumbis é um filme de zumbis, seja do Danny Boyle ou do estreante Marc Price, que assina &lt;i&gt;Colin. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Colin &lt;/i&gt;tem pontos bastante positivos, a começar pela escolha do protagonista, que, ao contrário da maioria dos filmes do gênero, é um dos mortos-vivos. O fato de a câmera - nesse caso no singular, literalmente, já que "a outra" pifou durante as filmagens - acompanhar o zumbi que dá nome ao filme, e não os humanos não-infectados, é uma decisão acertada. A total ausência de lógica nas atitudes do personagem, que entra e sai de lugares a esmo, dá mesmo uma perspectiva diferente. Qualquer coisa pode acontecer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A falta de explicação sobre o surgimento das criaturas também trabalha em favor do roteiro. Tudo que se sabe é que eles existem e que o governo está trabalhando para destruí-los. Em dado momento, o telejornal dentro do filme menciona uma bomba-atômica (!). Outro ponto a ser destacado é o movimento de câmera. Se falta muita qualidade na captação, sobra criatividade, tanto para as cenas de ação, com a câmera em movimento, quanto nas cenas em que ela está parada. As atuações (?) também são muito convincentes, com destaque para vivos e mortos-vivos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O principal problema do filme é seu ritmo - além da montagem. De todos os recursos que precisava, certamente gente disposta a colaborar não foi o mais escasso. E, acredito, para agradar a todos os voluntários, &lt;i&gt;Colin &lt;/i&gt;se arrasta em alguns momentos, para dar conta de exibir os rostos de todos os seus personagens. Em mais de uma ocasião antes do final, também segundo a opinião do cineasta André Moreira, da Poeira Filmes, com quem assisti ao filme, &lt;i&gt;Colin &lt;/i&gt;poderia ter sido encerrado, sem comprometer em nada a congruência da trama. Tanto que há dois desfechos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Talvez, se tivesse se preocupado menos em agradar os amigos, Marc Price teria economizado alguns litros de chá e café, que segundo ele, foram os únicos gastos com equipe e elenco, e ter feito um filme mais enxuto, mais barato e ainda melhor. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A despeito dos problemas, exibido com barulho em Cannes, e já comprado para distribuição no Reino Unido, &lt;i&gt;Colin &lt;/i&gt;merece ser visto e vale o ingresso. Nem se for só para dizer que, um dia, você pagou mais de 10% do orçamento de um filme para poder assistí-lo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2670991280761593587-3976302449906097190?l=bonaserabonasera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonaserabonasera.blogspot.com/feeds/3976302449906097190/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bonaserabonasera.blogspot.com/2009/10/filme-colin-orcamento-de-70-dolaes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2670991280761593587/posts/default/3976302449906097190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2670991280761593587/posts/default/3976302449906097190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonaserabonasera.blogspot.com/2009/10/filme-colin-orcamento-de-70-dolaes.html' title='Filme: &quot;Colin&quot; - Zumbis em um filme de US$ 70 - que poderia ter sido ainda mais barato'/><author><name>Diego Iwata Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02674977452179226599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4htaCCTlxfY/S_iVuDbUTSI/AAAAAAAAAO0/n6ApucKvajc/S220/Diego2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2670991280761593587.post-9033712709117775325</id><published>2009-10-26T02:14:00.009-02:00</published><updated>2009-11-02T23:30:48.765-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mostra'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jon Ho-Bong'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='michel gondry'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aluguel'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tokyo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='leox carras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Haruki Murakami'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tóquio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='existencialismo'/><title type='text'>Filme: "Tokyo!" - Irregulares e Belos</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;O maior mérito de &lt;i&gt;Tokyo!&lt;/i&gt; (2008) é conseguir descrever novamente, e com criatividade, uma cidade com a qual estamos muito acostumados. A minoria a conhece &lt;i&gt;in loco&lt;/i&gt;, é verdade, mas não foram poucos os que já a viram sendo atacada por algum monstro gigante - combatido, ou não, por heróis de colant -, ou que já estiveram em contatos com suas ruas coloridas e ruidosas, seja no preto e branco de um mangá, nos filmes de Kore-Eda, Kurosawa(s), Sophia Coppola e outros, ou, em um fenômeno mais recente, descrita em detalhes vívidos nos livros do genial Haruki Murakami. Tóquio é pop - mas não somente.  &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O filme é composto por três segmentos independentes, dirigidos por diretores que tem em comum o fato de não serem japoneses e de trabalharem bem com o humor. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quem abre o filme, após os créditos estilizados e charmosos, é o queridinho Michel Gondry, dos hype &lt;i&gt;Brilho eterno de uma mente sem lembranças&lt;/i&gt; (2004) e &lt;i&gt;Rebobine, Por Favor&lt;/i&gt; (2008). Baseado na Graphic Novel &lt;i&gt;Cecil e Jordan in New York&lt;/i&gt;, de Gabriele Bell, o francês cria uma atmosfera claustrofóbica para mostrar um jovem casal querendo se estabelecer na capital. Gondry repete o recurso usado em &lt;i&gt;Rebobine e &lt;/i&gt;traz um tosco e engraçadíssimo filme dentro do filme. Ao retratar a dificuldade do casal em encontrar um lugar para morar, o diretor acaba falando também sobre a dificuldade das pessoas em encontrarem seus lugares, flertando de leve com questões existencialistas - além de mostrar que Tóquio tem muitos apartamentos inabitáveis. Para o desfecho, Gondry lança mão do onírico, e pode chegar a emocionar espectadores mais sensíveis.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O também francês Leox Carras, ficou com o segundo segmento, chamado "Merde", que na língua de Sarkozy quer dizer exatamente o que parece. Carras é responsável pela parte menos regular do filme, com sua história de um homem/coisa/criatura com ares de leprechal que vive nos esgotos de Tóquio e que, quando sai, espalha o terror pela cidade. Vale destacar as críticas cotovelares do francês a alguns costumes e características dos japoneses, bem como os engraçados boletins do telejornal que dão conta das peripécias do personagem-título. Dennis Lavant também está muito bem como Merde, comunicando-se em uma linguagem gutural e gestual, com direitos a cuspidas nas mãos e tapas na cara para dizer as coisas mais simples. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quem fecha o filme é o sul-coreano Jon Ho-Bong, com &lt;i&gt;Shakin' Tokyo&lt;/i&gt;, narrado por um hikikomori, espécie de eremita urbano, que logo no início da trama relata ter abdicado do contato social e com a luz do sol para viver em paz, trancado na sua casa. Fazendo todas as suas compras por telefone, o personagem sem nome vive em um verdadeiro depósito, que certamente seria um delicioso objeto de análise para um psicanalista. Certo dia, em meio a um terremoto, o homem recebe uma visita que lhe mostra, sem querer, que apertando os botões certos, literalmente, conviver do lado de fora pode até ser viável. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Gondry, Carras e Ho-Bong falam de Tóquio sem quase mostrar imagens da cidade, por meio das manias e hábitos de alguns dos diversos tipos que nela vivem. O filme reafirma alguns dos estereótipos mais batidos sobre a cidade e seus habitantes, mas também traz aspectos menos conhecidos para, e principalmente, por estrangeiros. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Além de ser divertido, &lt;i&gt;Tokyo!&lt;/i&gt; discute as questão "espaço" e "lugar", seja nos sentidos mais práticos do termo, ou em acepções mais amplas e metafísicas - os tais "quem sou eu?", "qual a minha obra?" "para que sirvo?" -, que também espelham um dilema próprio da cidade, ao mesmo tempo moderna, milenar, oriental, ocidental, tradicional, vanguardista e, como o filme a quem empresta o nome, irregular e bela - de um jeito bem pouco ortodoxo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2670991280761593587-9033712709117775325?l=bonaserabonasera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonaserabonasera.blogspot.com/feeds/9033712709117775325/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bonaserabonasera.blogspot.com/2009/10/filme-tokyo-irregulares-e-belos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2670991280761593587/posts/default/9033712709117775325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2670991280761593587/posts/default/9033712709117775325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonaserabonasera.blogspot.com/2009/10/filme-tokyo-irregulares-e-belos.html' title='Filme: &quot;Tokyo!&quot; - Irregulares e Belos'/><author><name>Diego Iwata Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02674977452179226599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4htaCCTlxfY/S_iVuDbUTSI/AAAAAAAAAO0/n6ApucKvajc/S220/Diego2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2670991280761593587.post-4970760881197095954</id><published>2009-10-25T10:39:00.008-02:00</published><updated>2009-10-26T03:44:50.072-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='japão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='avô'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='kore-eda'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filme'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mostra'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='simplicidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='médico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pai'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='japoneses'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='avó'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='família'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='patriarca'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='internas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='morte'/><title type='text'>Filme: "Seguindo em Frente" - Um filme sobre o caminho</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;"Caminhando, Ainda", tradução literal do título em inglês de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Seguindo em Frente&lt;/span&gt; (2008) traduz com maior fidelidade o espírito do bonito e delicado filme do japonês Hirokazu Kore-Eda, pelo qual recebeu o prêmio de melhor diretor no Festival Asiático de Cinema de 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com muita simplicidade, Kore-Eda, que já havia arrebatado os fãs da Mostra e do cinema em geral com &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Ninguém pode Saber&lt;/span&gt; (2004), e &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Hana&lt;/span&gt; (2006), consegue, uma vez mais, fazer um filme que deslumbra com naturalidade, sem acontecimentos ruidosos, com fluidez narrativa e atuações tão confortáveis quanto seguras. Cuidadoso, o diretor ganha o público nos detalhes, uma característica marcante e inerente a diversos outros bons filmes japoneses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme nos traz a história de uma família cujo grande segredo é ser comum. Anualmente, pais, filhos, netos e agregados se reúnem em uma data específica na casa dos avós com um propósito revelado aos poucos, mas cujas conseqüências permeiam todo o filme: relembrar a morte de um membro da família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E diante dessa ausência, questões como culpa, expectativa e fracasso são expostas e revisitadas, como se lidar com todas as questões à luz dessa, e das outras mortes que também afetam as vidas dos outros personagens, fosse uma homenagem - embora seja nada mais do que simplesmente viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do ladrilho encardido que se desprende do quarto de banhos à meia suja de um visitante crucial para o entendimento das motivações da matriarca vivida por Kirin Kiki, destaque de elenco juntamente com a linda Yakuri Yokoyama, que interpreta sua nora, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Seguindo em Frente&lt;/span&gt; transparece uma extrordinária realidade. Uma realidade que é muito japonesa, mas que também é muito italiana, judia, búlgara, brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querendo ou não, estamos sempre caminhado, seguindo em frente, como nos mostram as emblemáticas primeira e últimas seqüências, raras externas de um filme cuja ação ocorre quase inteiramente na casa dos patriarcas. A vida sempre nos fornece o caminho. E &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Seguindo em Frente&lt;/span&gt; é um filme sobre o caminho, não necessariamente sobre o que fazer dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kore-Eda consegue falar de morte por quase duas horas, sem nunca ser piegas, sem nunca ser sentimentalóide, sem arrancar lágrimas com força. Por mais contraditório que isso possa soar, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Seguindo em Frente&lt;/span&gt; é um agradabilíssimo feel-good movie, caminhando ao ritmo silencioso daqueles passos lentos, porém certeiros e contínuos, tão típicos dos velhos japoneses.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2670991280761593587-4970760881197095954?l=bonaserabonasera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonaserabonasera.blogspot.com/feeds/4970760881197095954/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bonaserabonasera.blogspot.com/2009/10/filme-seguindo-em-frente-um-filme-sobre.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2670991280761593587/posts/default/4970760881197095954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2670991280761593587/posts/default/4970760881197095954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonaserabonasera.blogspot.com/2009/10/filme-seguindo-em-frente-um-filme-sobre.html' title='Filme: &quot;Seguindo em Frente&quot; - Um filme sobre o caminho'/><author><name>Diego Iwata Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02674977452179226599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4htaCCTlxfY/S_iVuDbUTSI/AAAAAAAAAO0/n6ApucKvajc/S220/Diego2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2670991280761593587.post-8619014528523097398</id><published>2009-10-23T22:51:00.004-02:00</published><updated>2009-11-06T02:19:50.840-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lésbianismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sexo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='argentina'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inés efron'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='iñarritu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crime'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='paraguai'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='roteiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mariela vitale'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mostra'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lucia puenzo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='menino-peixe'/><title type='text'>Filme: "O Menino Peixe" - A história dentro da história, dentro da história, dentro da história...</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se Lucía Puenzo, 32 anos, tivesse feito um filme com quatro segmentos demarcados, como, por exemplo, Alejandro Gonazales Iñarritu fez em &lt;i&gt;Amores Brutos &lt;/i&gt;e &lt;i&gt;Babel&lt;/i&gt;&lt;i&gt;,&lt;/i&gt; &lt;i&gt;O Menino Peixe &lt;/i&gt;poderia ser um filme maior. Talvez Lucía tenha se entusiasmado com a possibilidade palpável de consolidar tantos bons argumentos em uma única história. Ou, que sé yo?, tenha achado que seu terceiro filme como diretora marcava um bom momento para arriscar un poquito más. Eu apostaria na primeira opção, e não estranharia se eventualmente descobrisse que o filme é mesmo uma fusão de idéias anteriormente desconexas. &lt;i&gt;O Menino Peixe&lt;/i&gt; é bem montado. Assistí-lo, contudo, causa sensação semelhante à de estar diante de uma sopa com letras demais. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A pergunta "sobre o que é o filme?", facilmente evoca uma reposta óbvia - menina rica de Buenos Aires (Inés Efron), está namorando a encantadora menina empregada paraguaia da família (Mariela Vitale, destaque do elenco). Mas a resposta é capenga, por deixar de lado uma série de outras questões que também merecem menção: há um dependente químico; um juiz investigando questões perigosas; uma socialite em crise de meia-idade; um pai supostamente pedófilo; um submundo paraguaio no coração da Capital Federal argentina; corrupção policial; casamentos desmoronando; um ídolo decadente da TV e uma lenda sobre um bebê que respira embaixo d'água. E há mais, acredite. Daria, fácil, uma novela das oito para mais de seis meses. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em vez de explorar conseqüências originadas de uma única situação roteadora, como fez em &lt;i&gt;XXY &lt;/i&gt;(2007), exibido na 31ª Mostra e duplamente premiado em Cannes, Lucía Puenzo preferiu, dessa vez, fazer com que diversas situações trabalhassem e convivessem em prol do conflito que elegeu para ser o centro de seu roteiro - conflito esse que poderia ter facilmente sido relegado a um posto secundário e substituído por uma das tantas outras possibilidades sugeridas na obra. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O filme não é ruim, longe disso, e, como quase todo bom roteiro argentino, traz doses inerentes, e acertadas, conceda-se, de melodrama e catarse, ingredientes que os vizinhos sabem manejar com muita habilidade. Também está impressa na película aquela característica auto-confiança alvi-celeste, que, para ser simpático, não vou chamar de pretensão - e que muitas vezes, justiça seja feita, é válida. Também há um clichê ou outro salpicado aqui e ali pelo celulóide, uma solução muito fácil acolá, mas nada que comprometa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com água escapando pelo ladrão&lt;i&gt;, &lt;/i&gt;o problema de &lt;i&gt;O Menino Peixe &lt;/i&gt;é que o filme é pouco para tantas boas idéias secundárias, que pela pouca profundidade com que são exploradas, concorrem entre si e desnecessariamente minam o conflito central, em vez de enriquecê-lo. Ao optar por um rumo, Lucía talvez devesse ter eliminado algumas das outras tantas sub-tramas que apenas se insinuam em pouco menos de 100 minutos. O filme é mais do que se vê, embora nunca consiga sê-lo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Lucía Puenzo poderia ter ficado somente com o sal grosso, guardando os outro ingredientes, cujos gostos pouco se nota, para futuras receitas. Mas, mão pesada à parte, é bom ver uma realizadora tão jovem com tanto para dizer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2670991280761593587-8619014528523097398?l=bonaserabonasera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonaserabonasera.blogspot.com/feeds/8619014528523097398/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bonaserabonasera.blogspot.com/2009/10/historia-dentro-da-historia-dentro-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2670991280761593587/posts/default/8619014528523097398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2670991280761593587/posts/default/8619014528523097398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonaserabonasera.blogspot.com/2009/10/historia-dentro-da-historia-dentro-da.html' title='Filme: &quot;O Menino Peixe&quot; - A história dentro da história, dentro da história, dentro da história...'/><author><name>Diego Iwata Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02674977452179226599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4htaCCTlxfY/S_iVuDbUTSI/AAAAAAAAAO0/n6ApucKvajc/S220/Diego2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2670991280761593587.post-4808616232865757512</id><published>2009-10-23T10:28:00.001-02:00</published><updated>2009-11-06T02:21:59.627-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mostra'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='abertura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='david beckham'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='liga inglesa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='futebol'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='united'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='palmeiras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='matt busby'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='manchester'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eric cantona'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ken loach'/><title type='text'>Filme: "À Procura de Eric" - Eric se encontra</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"O Cantona é um bom jogador?". Minha grande amiga Fátima Gigliotti, ao contrário do que sobrenome lendário para aqueles que gostam de futebol e jornalismo poderia supor, não acompanha o esporte muito de perto. Mas ali, de frente com a tela do Auditório Ibirapuera, à parte do filme, Fátima quis saber se, no campo, Eric Cantona justificaria a deferência que o diretor Ken Loach lhe empresta em "À Procura de Eric" (&lt;i&gt;Looking for Eric)&lt;/i&gt;, exibido na abertura da 33ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Francês de Marselha, Cantona parou de jogar há mais de dez anos. Fez seu último jogo oficial em 1997, pelo Manchester United, clube que o apontou como seu jogador mais importante no século XX, no qual jogou por apenas 5 anos. Nada pouco para quem teve como colegas de cédula Matt Busby, George Best, Bobby Charlton e, porque não dizer, David Beckham, o maior fenômeno de marketing na história do futebol de bola redonda. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No United, Cantona viveu os inícios da era de ouro da Liga Inglesa e da supremacia global dos Reds. Pouco antes do francês, desembarcou na cinzenta Manchester, onde ainda está, o escocês Alex Ferguson, hoje Cavaleiro da Rainha, que ajudou a fazer do então segundo time mais importante da cidade um dos mais importantes do planeta. Por outro lado, Eric não teve a sorte de seu compatriota Zidane, já que os azuis tiveram pouco destaque no tempo em que ele e sua gola levantada ditavam o compasso da Seleção Francesa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cantona também não esteve no  jogo que fez o primeiro time inglês campeão mundial de futebol em 1999, quando o United bateu o Palmeiras em Tóquio. Mas nem precisava. Pois Cantona esteve outras 140 vezes vestido com a camisa dos vermelhos, ganhando jogadas na força, fazendo gols com técnica, enlouquecendo a torcida com gritos, e todas as combinações, lógicas ou não, que as 12 palavras - de grito para trás - puderem formar. Com seu ar superior e uma fúria quase bestial, Eric Cantona era a síntese do que muitos fãs esperam de seu ídolo no futebol: falível, apaixonado e decisivo. Ao ponto de a classe operária inglesa ter ido ao estádio, por muitos anos, com a bandeira da França para saudar seu King Eric, entoando uma impagável Marselhesa em inglês, cujos últimos versos dizem "Cantona, Cantona!"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em "À Procura de Eric" (cujo título também funcionaria sem a crase), mais do que Édson e Pelé, Cantona é três, embora seja sempre o mesmo. Na tabelinha esquizofrênica com seu homônimo Eric Bishop (Steve Evets, impecável), Cantona (&lt;i&gt;lui-même&lt;/i&gt;, como dizem os créditos) é a quintessência da coragem que Bishop almeja, do ímpeto vencedor, da auto-confiança desproporcional, que se não é justificada em resultado, basta-se. Cantona também é icônico da memória que o personagem tem de sua convivência com a filha Sam, que largou ainda bebê para ser criada pela esposa que abandona, pois era nas arquibancadas para as quais a levava para ver os jogos de Cantona que pai e filha conviviam. Mas não há como não citar o terceiro lado de Cantona que o filme traz, que é o Cantona de verdade, a pessoa fora das telas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Seja fumando maconha, bebendo do gargalo ou citando ditados populares em um inglês orgulhosamente afrancesado, o Cantona que vemos na tela nos parece uma evolução muito plausível do verdadeiro Cantona, que jogava futebol com tanta beleza quanto raiva, do cara que foi capaz de agredir um torcedor do modesto Crystal Palace com um pisão no rosto que o tirou de campo por quase um ano, mas que chorava nas derrotas mais doídas de sua equipe.  &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Méritos a Ken Loach e ao roteirista Paul Laverty, velhos parceiros, que em um dos filmes imperdíveis da Mostra desse ano, trouxeram um Cantona completamente verossímil ao público. Mas méritos muito maiores ao próprio Cantona, que nessa era em que viver é atuar - seria uma era ou será a regra? - soube sempre representar um personagem também muito verossímil. Sim, Fátima, Cantona foi um enorme jogador, cujo maior mérito foi ser o que era - nada fácil, se estivermos falando de Eric Cantona. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2670991280761593587-4808616232865757512?l=bonaserabonasera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bonaserabonasera.blogspot.com/feeds/4808616232865757512/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bonaserabonasera.blogspot.com/2009/10/eric-se-encontra.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2670991280761593587/posts/default/4808616232865757512'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2670991280761593587/posts/default/4808616232865757512'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bonaserabonasera.blogspot.com/2009/10/eric-se-encontra.html' title='Filme: &quot;À Procura de Eric&quot; - Eric se encontra'/><author><name>Diego Iwata Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02674977452179226599</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_4htaCCTlxfY/S_iVuDbUTSI/AAAAAAAAAO0/n6ApucKvajc/S220/Diego2.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry></feed>
